8 Bancos Tradicionais Que Já Mudaram de Nome ao Longo dos Anos

Muito além da curiosidade, vamos contar oito histórias de bancos diferentes que em algum momento precisaram mudar de nome

Por: Ariane Terrinha em 06/05/2020

Apelidos, novos acionistas ou mudança de estratégia no mercado financeiro. Estes são alguns dos motivos que impulsionam um banco a mudar o nome com o qual é conhecido.

Na história brasileira, o Banco Central já deu permissão a várias instituições financeiras a de renomear sua marca e, com isso, construir um novo conceito, uma nova identidade, tendo a liberdade de acrescentar novos serviços, se desejar.

Diante disso, separamos oito bancos conhecidos hoje que já mudaram de nome e provavelmente você nem se lembrava.

1 – Agibank

A Agiplan surgiu como correspondente bancário em 1999 e em 2011 obteve a licença de instituição financeira de crédito e investimento pelo Banco Central, recebendo autorização para operar como financeira e montar sua própria carteira de crédito.

A partir desse momento, a instituição cresceu e se consolidou no mercado, oferecendo contas correntes, fechando parceria com a bandeira MasterCard e ainda adquirindo o banco Gerador, que passou a chamar-se com o mesmo nome.

No entanto, a Agiplan não queria ser visto somente como uma instituição tradicional e decidiu aventurar-se no mundo digital, o que foi concretizado em 2018, quando o banco tomou para si uma nova identidade e um novo nome: Agibank. Desde então, o Agibank tem emitido cartões múltiplos e anseia se tornar o segundo banco digital negociado na bolsa de valores.

  • Nome Anterior: Agiplan
  • Sede: Porto Alegre
  • Fundação: 1992
  • Ano de Mudança: 2018

2 – Banco BV

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Considerado o quinto maior banco privado do país, o banco Votorantim anunciou no ano passado a criação de uma diretoria, assim como a nova marca, posicionamento e agência de publicidade. Desde então, tornou-se conhecido como banco BV.

Famoso pela sua competência em ciência de dados e credibilidade de mais de 30 anos de mercado, a instituição assumiu o apelido que já era usado pelo mercado e clientes e decidiu investir mais na marca atual e na digitalização dos negócios.

A instituição pertence ao Grupo Votorantim e ao Banco do Brasil,e Cláudia Furini, gerente de Marketing do banco afirma que a mudança da logomarca tem como finalidade se aproximar mais do consumidor final, ao mesmo tempo que traduz a ambição de modernidade que o banco tem como empresa daqui pra frente.

  • Nome Anterior: Banco Votorantim
  • Sede: São Paulo
  • Fundação: 1988
  • Ano de Mudança: 2019

3 – Banco Pan

Conhecido por ser um antigo banco do empresário Silvio Santos (Baú Financeira), o PanAmericano foi comprado pela BTG Pactual em janeiro de 2011 e, dois anos depois sua diretoria decidiu mudar a logomarca a fim de marcar um novo tempo para a instituição, e tornou-se banco Pan.

Segundo eles, a mudança simbolizou “uma nova fase do Pan, que unificou suas estruturas conservando a especialização no atendimento de cada segmento, fortaleceu suas linhas de negócios e tem investido continuamente no atendimento aos clientes”, afirmou, em comunicado, o presidente do banco, José Luiz Acar.

A primeira vez que a nova marca apareceu foi na final do Campeonato Paulista de 2013, em um jogo entre Corinthians e Santos. A nova logomarca apareceu estampada nas camisas do alvinegro que, por coincidência, foi campeão naquele dia.

  • Nomes Anteriores: Baú Financeira, Real Sul S.A, Banco PanAmericano
  • Sede: São Paulo
  • Fundação: 1963

4 – BS2

O BS2 é considerado uma evolução do antigo banco Bonsucesso e chegou ao mundo digital com a finalidade de simplificar a vida financeira de seus clientes. O banco já atuava no mercado com operações de conta corrente digital, câmbio, cartões, investimentos e gestão de ativos, crédito, antecipação de recebíveis, capital de giro e soluções de pagamento e cobrança para pessoas físicas e jurídicas.

No entanto, em busca de atualização no novo mercado, em 2017 o banco decidiu mudar a estratégia e o nome, investindo mais em serviços digitais, sendo a primeira instituição a permitir o processo de abertura de contas-correntes de forma online e instantânea, por exemplo.

Desde então, atuando como BS2, o banco tem se mostrado inovador, e seu último lançamento é único no mercado: a conta digital internacional instantânea e gratuita.

  • Nome Anterior: Bonsucesso
  • Sede: Belo Horizonte
  • Fundação: 1992
  • Ano de Mudança: 2017

5 – Digio

Fruto de uma parceria entre o Bradesco e o Banco do Brasil, a Digio foi lançada pelo Elopar para ser a principal concorrente do Nubank, com contas correntes e cartão sem anuidade. Sendo assim, o banco CBSS decidiu adotar um nome e uma marca mais moderna, para ficar com cara de fintech, e decidiu abraçar a Digio.

Após esse processo, os cartões VISA da Digio passam a ser emitidos por uma instituição financeira com o mesmo nome, fortalecendo ainda mais a instituição e evitando confusão na marca, visto que muitos titulares não sabiam que o banco CBSS estava por trás da administração do cartão.

  • Nomes Anteriores: Inter American Express Arrendamento Mercantil, Bankpar Arrendamento Mercantil, Banco CBSS
  • Sede: Barueri
  • Fundação: 1981

6 – Finaxis

Conhecido nos últimos anos como Banco Petra, na verdade não é a primeira vez que a instituição muda de nome. Assim que nasceu, o banco era chamado de DTMV, e após 11 anos de funcionamento, alcançou a marca de R$ 2,5 bilhões em fundos de administração e se tornou o banco Petra.

Em 2016, foi solicitado ao BC (Banco do Brasil) a mudança da identidade e a renomeação do banco novamente e foi aceita. A ação solicitada ao Banco Central faz parte de uma estratégia da instituição para mudar seu posicionamento no mercado, diversificando sua linha de produtos e ampliando a atuação em outros fundos.

  • Nomes anteriores: DTMV, Petra
  • Sede: Curitiba
  • Fundação: 1999
  • Ano de Mudança: 2016

7 – Banco Inter

O banco Intermedium anunciou em 2017 a mudança de nome para banco Inter e o principal motivo foi a busca pela modernização da marca. Após um detalhado projeto de reformulação de estratégias que continha pesquisas entre seus usuários, foi constatado que a grande maioria desejava uma conta corrente gratuita, e digital, e tinham certa resistência com o tradicional nome do banco.

Partindo desse princípio, a instituição passou a se chamar Banco Inter, mantendo o mesmo prefixo para passar a ideia de tradição, se especializou em serviços digitais, e reduziu seu nome em latim para facilitar a pronúncia em campanhas publicitárias da nova identidade, que por sua vez, foi totalmente refeita.

  • Nome Anterior: Intermedium
  • Sede: Belo Horizonte
  • Fundação: 1994
  • Ano de Mudança: 2017

8 – Itaú Unibanco

Tanto o Itaú quanto o Unibanco, possuem uma trajetória financeira como grandes nomes e são considerados participantes da história brasileira, responsáveis por várias mudanças monetárias no país e por ascender grandes personalidades do mundo empresarial.

O Unibanco, por exemplo, está ativo desde 1924. Nas últimas nove décadas, o Unibanco e o Itaú cresceram, mudaram algumas vezes de nome, fizeram fusões, aquisições, viveram o milagre econômico, a hiperinflação e o boom da classe média.

Mesmo com clientes de perfis diferentes, não houveram dificuldades para a fusão do Itaú e Unibanco em 2008. Essa estratégia contribuiu para achatar a concorrência e levou a criação do maior banco privado do Brasil, fundindo as principais características de ambos os bancos.

“O Itaú já tinha a característica de buscar a máxima eficiência da organização. Já o Unibanco tinha a inovação como fator principal. Hoje, temos um banco com ambas as competências”, afirma o professor Ricardo Rocha, do Inper.

  • Ano da Fusão: 2008
  • Sede: São Paulo